Bellucci e Rogerinho voltam a detonar organização após nota do Brasil Open

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Por David Mijalchik  •  24 de Fevereiro de 2019
Foto por Gustavo Werneck

Depois da nota de esclarecimento do ATP 250 de São Paulo respondendo as críticas dos tenistas Thomaz Bellucci e Rogério Dutra Silva, os paulistas voltam a disparar contra a organização. Os jogadores também reclamam da falta de apoio ao esporte no Brasil.

"É por isso que o tênis (brasileiro) está onde está (...) Bellucci é ex-21 do mundo e eu sou ex-63, ano passado fiz quartas de final lá e eles dão prioridade a um estrangeiro (...) No meio dos jogadores isso é motivo de chacota", critica Rogerinho. "A gente joga o ano inteiro fora e quando tem um torneio em casa não podemos jogar", completa.

Bellucci também mostrou descontentamento: "As empresas promovem o torneio, na maioria, com a Lei do Incentivo (ao Esporte). Então tem que incentivar o esporte e os jogadores da casa".

"Ano passado pedi convite para Gstaad (ATP 250 na Suíça), onde fui duas vezes campeão, e não me deram nem pro quali. Um conceito totalmente diferente do que a gente encontrou aqui", lembra Thomaz.

Na nota de esclarecimento, a organização do Brasil Open diz priveligiar o tênis brasileiro e lembra que "já havia dado um convite para os dois tenistas nas duplas".

Já sobre o wild card dado na simples, explica: "nossa opção pelo convite ao uruguaio Pablo Cuevas é contundente. Ele tem uma relação histórica com o nosso torneio. É o único tricampeão consecutivo do Brasil Open (2015, 2016 e 2017)". Além do uruguaio, os brasileiros Thiago Wild e Thiago Monteiro também receberam convite para a chave principal.

A polêmica é ainda maior pois Cuevas tinha ranking para entrar diretamente na chave do Brasil Open. Porém, ele não se inscreveu na data correta e teria que jogar o qualifying. Com isso, fez o pedido de wild card e a organização acatou.

Perguntado sobre o tema, o convidado do torneio paulista fugiu do assunto: "A única coisa que vou falar é que estou muito feliz pelo convite".

Apesar das críticas, os vice-campeões do Rio Open confirmaram que jogarão as duplas em São Paulo.

"Não foi uma decisão fácil depois de tudo que aconteceu. Foi uma escolha pensada, a gente é profissional e vai fazer de tudo para dar o melhor", afirma Bellucci.

A seguir, na íntegra, a Nota de Esclarecimento do Brasil Open:

Nota de esclarecimento - Brasil Open 2019


Ao contrário das declarações de Rogério Dutra Silva e Thomaz Bellucci, na noite desta sexta-feira, em coletiva de imprensa no Rio de Janeiro, a organização do Brasil Open 2019 esclarece que já havia dado um wild card (convite) para os dois tenistas nas duplas, mesmo antes deles entrarem em quadra para jogar as semifinais do ATP do Rio de Janeiro.

Dutra Silva e Bellucci optaram por jogar a final de duplas no Rio e ficaram fora do qualifying do Brasil Open. Privilegiamos sim os jogadores brasileiros, principalmente a nova geração, visto os convites dados a João Menezes (qualifying) e Thiago Wild (chave de simples) e Igor Marcondes/Rafael Matos (chave de duplas). Dos sete convites que temos, seis foram dados a brasileiros: Menezes, Wild, Thiago Monteiro (número 1 do Brasil), João Souza (quali) e Rogério Dutra Silva/Thomaz Bellucci.

Contestada por Dutra Silva e Bellucci, nossa opção pelo convite ao uruguaio Pablo Cuevas é contundente. Ele tem uma relação histórica com o nosso torneio. É o único tricampeão consecutivo do Brasil Open (2015, 2016 e 2017) e vem tendo um bom início de temporada com uma semifinal em Córdoba, quartas em Buenos Aires e semifinal ou final no Rio de Janeiro (ele ainda joga a semifinal hoje à noite).

Lamentamos que nenhum brasileiro tenha conseguido entrar direto na chave.

 

Roberto Marcher

Diretor do Brasil Open




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