Chacota? Bellucci e Rogerinho detonam organização do Brasil Open

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Por David Mijalchik  •  22 de Fevereiro de 2019
Finalistas nas duplas no Rio Open, nem tudo é alegria para Thomaz Bellucci e Rogério Dutra Silva. Os paulistas, que disputam a decisão amanhã, não poderão jogar o quali do ATP 250 de São Paulo, que começa no mesmo dia. A crítica dos jogadores é que, anteriormente, a organização poderia ter convidado um dos tenistas para a chave principal, que começa só na segunda, mas contemplou Pablo Cuevas, do Uruguai, com o convite.

A polêmica não para por aí. Cuevas tinha ranking para entrar direto na chave do torneio, mas o uruguaio não se inscreveu no prazo correto e só poderia disputar o qualifying. Com isso, fez o pedido de wild card para a organização, que acatou.

"(Cuevas) além de não ser brasileiro, esqueceu de fazer a inscrição e ainda está lá. É complicado", desabafa Rogerinho. "Acaba sendo entre os jogados motivo de chacota. 'Você está brincando?', eles perguntam", completa.

Bellucci lamentou não poder jogar o único ATP do ano em seu estado. Mas explicou que as críticas não são direcionadas ao uruguaio, mas à organização: "Não temos nada contra o Pablo, é nosso amigo, um grande jogador e está no seu papel. Fez o pedido e o torneio aceitou. Só que é triste ver isso".

A menos que algum tenista do estado fure o quali, será a primeira vez que o Brasil Open, em São Paulo, não terá nenhum paulista na chave principal.

"Ter um estrangeiro lá (ao invés de um brasileiro) é estranho. O apoio ao tênis no Brasil é sempre baixo. Fico triste de não jogar em São Paulo. Eu e o Rogério somos de lá e acho ruim não ter ninguém no torneio", critica Bellucci.


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