Coluna Thomaz Koch: Meninas Superpoderosas

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Por Nittenis News  •  08 de Maio de 2019

A FedCup deste ano vai ser um marco para mim. Nossas meninas jogaram com muita garra e tiveram um resultado fantástico em Medelin, no inter-zonal sul-americano, com a presença também do fortissimo Porto Rico e Monica Puig, campeã olímpica de simples no Rio.


Bia Haddad e Carol Meligeni encararam todas as adversárias com muita garra, categoria e elegância e o jogo que se desenhava o mais difícil, contra o Paraguai, foi definido nas duas simples, em sets diretos. Portanto, cinco vitórias definitivas.


Fiquei muito orgulhoso pelo excelente desempenho delas, vencendo todos os confrontos. Foi uma atuação soberba, time compacto, unido dentro e fora da quadra.

Portanto, não foi surpresa a vitoria final delas em Medelin e a expectativa que se formou para a próxima fase, contra as eslovacas, na capital Bratislava. País duríssimo, com tremenda tradição de Davis e FedCup.


A Eslovaquia é o que sobrou da antiga Tchecoslováquia, país dos campeoníssimos Lendl e Navratilova. Será que tem alguma tradição tenística? E outros como Kodes, bi campeão de Roland Garros.


Bom, como tinha dado tudo certo em Medelin, fui convidado novamente pelo presidente da CBT, Rafael Westrup, que também esteve presente nos dois confrontos.


Fomos muito bem acolhidos em Bratislava. O complexo para os jogos, uma belíssima quadra coberta de teto retrátil adaptada ao saibro, já que normalmente são três de piso duro transformadas em uma de saibro.


Ao lado dessas quadras cobertas, que são só para tênis, mais umas vinte quadras descobertas onde são feitos os treinamentos e pré temporadas das equipes nacionais.


Tudo muito bem cuidado como são todas as coisas na Europa, com fotos e feitos de todos grandes heróis do tênis nacional à vista de quem entrava no complexo.

Ao lado, um enorme estádio de hóquei sobre gelo, mais adiante um estádio de futebol. 


Do lado de fora da arena de tênis, com capacidade para 3.500 pessoas, pistas de atletismo para todo tipo de interessado, crianças e atletas!


Enfim, lá respira-se além do tênis vários outros esportes. O público conhece muito bem o jogo, curtindo as belas jogadas e logicamente torcendo com paixão pelas suas tenistas.


Ganharam as eslovacas por apresentarem um tênis mais consistente, terem uma maior quilometragem de jogos considerados importantes e saberem jogar seu melhor tênis quando a hora era chegada, ou seja, aqueles pontos chave numa partida que podem virar o jogo para quem é mais esperto nessa hora, porque tem a noção exata da importância do ponto.


Dito isso, ficou a certeza que nossas tenistas foram guerreiras, batalhadoras e a vitória foi merecida pela Eslováquia. Ficou o gostinho doce da nossa vitoria nas duplas por 2 sets a 0 quando o marcador já estava definido com 3-0 para elas.


Parabéns a Bia e a Carol, que jogaram as simples e nossa dupla vencedora Lu Stefani e Carol Meligeni. Momento emotivo do encontro, a despedida da Dominika Cibulkova, que já foi 4å do mundo em março de 2017 e que venceu os dois jogos contra Bia Haddad Maia (tie brake no primeiro set) e Carol Meligeni.


Nossas representantes: a grande Capitã, Roberta Burzagli; nossa principal tenista, Beatriz Haddad Maia; a vencedora do prêmio garra pela FedCup, Carolina Meligeni Alves; nossa duplista vencedora, Luisa Stefani; sem esquecer nossa escudeira e maior incentivadora nos jogos, Gabriela Cé; e a  mascote e quinta jogadora, joga demais: Thaísa Pedretti; e a equipe que trabalhou fora das quadras, capitaneada pelo Frick, mais o Peniza, Paulo e Miguel!


Até a próxima!

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