Diretor do Rio Open comenta caso Brasil Open e diz que convidaria brasileiro

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Por David Mijalchik  •  25 de Fevereiro de 2019
Foto por Gustavo Werneck

Nesta segunda-feira começa a chave de simples do ATP 250 de São Paulo. Com o uruguaio Pablo Cuevas, convidado da organização, e sem os paulistas Bellucci e Rogerinho. Perguntado sobre a polêmica, Lui Carvalho, diretor do Rio Open, não fugiu da resposta:

"Eu daria o convite para um brasileiro", afirma Lui. "Brasileiro atrai brasileiro, vimos isso no Rio Open. Você bota o jogo em qualquer quadra e sempre lota. Algumas partidas de bons jogadores não atraem nem metade do público", completa.

Contudo, ele também enxergou o lado dos organizadores do torneio paulista: "Se eles acham que o Cuevas vende mais ingresso do que o Bellucci e o Rogério, decisão acertada. Não vou condenar".

No Rio Open, dois dos três convites para a chave principal foram destinados a tenistas da casa, mesmo número do Brasil Open. Porém, por questões contratuais, o torneio carioca é obrigado a ceder um wild card para o patrocinador, que chamou o canadense Félix Auger-Aliassime. Já no caso do torneio paulista, todos os convidados são escolhidos pela organização.

A origem da polêmica foi o wild card concedido a Cuevas. Bellucci e Rogerinho, que não tinham pontos suficientes para entrar na chave, queriam que fosse convidado um brasileiro, não um estrangeiro. Além disso, o uruguaio tinha ranking para entrar diretamente na chave principal, mas não se inscreveu no prazo correto e precisou do convite. Os paulistas não puderam sequer jogar o quali, já que a data coincidiu com a final de duplas do Rio Open, que disputaram e perderam.


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