Federer, Federer, Federer!

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Por Sylvio Bastos  •  04 de Abril de 2017

Quem viu Roger Federer jogando a Hopman Cup, em janeiro desse ano, nunca poderia imaginar que em abril, após serem jogados os três torneios mais importantes do ano até então, o suíço levaria os três títulos. Lembrando que o Australian Open é jogado em cinco sets e duas semanas, e Indian Wells e Miami também em duas semanas e três sets, todos com bastante calor.

No post anterior já dei a minha opinião, ou a minha teoria sobre tudo isso, mas acredito que vale falar mais um pouco. Os mais de seis meses sem competir foram fundamentais para esse momento atual. Nesse tempo foi possível não só a recuperação da lesão, mas também trabalhar muito a parte física e, o principal, sentir saudade de jogar, sentir falta da sensação indescritível que deve ser jogar nesse nível.

Divulgação/ Miami Open
Guga parabeniza o suíço após a conquista do título

Mudando um pouco para a parte técnica, tem um pequeno detalhe que acredito estar fazendo uma enorme diferença no backhand. O pé direito hoje consegue estar plantado na diagonal, permitindo assim a melhor transferência do peso do corpo para frente. Fazia um bom tempo que Federer posicionava esse pé em uma linha paralela ao pé de trás, quase que perdendo o equilíbrio na hora de bater. Esse pequeno detalhe permite hoje que ele consiga atacar os backhands, tanto quanto os forehands. Antes que alguém pergunte o porque de só agora ele estar fazendo isso, a resposta é bem simples: porque atualmente o excelente físico adquirido permite essa fração de segundo necessária para esse posicionamento, mesmo aos 35 anos de idade.

Não daria para fechar esse post sem falar dos resultados do Marcelo Melo junto com Lukasz Kubot, principalmente para quem viu a dupla jogando no Rio Open, onde parece que aconteceu tudo errado com eles. Mas na sequência, dois Maters 1000, duas finais e um título inédito em Miami, colocando a dupla na segunda colocação do ranking que classifica para o ATP Finals em Londres.

Divulgação/ Miami Open
Kubot e Melo festejam o primeiro Masters 1000 da parceria

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