Luisa Stefani quebra jejum de 53 anos

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Por Nittenis News  •  08 de Setembro de 2021

A grande fase da paulista Luísa Stefani e da canadense Gabriela Dabrowski continua! Nesta quarta-feira elas conquistaram a 16ª vitória juntas, batendo as tchecas Marie Bouzkova e Lucie Hradecka, pelas quartas de final do US Open. A parceria fechou em 2h de duração o confronto por 2 sets a 1, com parciais de 6/4, 4/6 e 6/1.

O confronto que definirá as adversárias na próxima fase acontece ainda nesta quarta-feira. A dupla formada por Su-Wei Hsieh, de Taipei, e Elise Mertens, da Bélgica, vai encarar Coco Gauff e Catherine McNally, dos EUA. As semifinais femininas estão programadas para a próxima quinta (9).

O triunfo representou um resultado histórico para o tênis brasileiro. Luísa se tornou a primeira jogadora do país em uma semifinal feminina de Grand Slam em 53 anos. Aos 24 anos, a paulistana já havia chegado às quartas de final do US Open no ano passado, ao lado da americana Hayley Carter. 

A última vez que uma brasileira chegou tão longe em um Grand Slam foi com Maria Esther Bueno, na campanha para o título de duplas femininas no US Open de 1968, ao lado da australiana Margaret Court. Maior vencedora do tênis brasileiro, Esther conquistou sete títulos de Grand Slam em simples, 11 em duplas e mais um nas duplas mistas. Sua última conquista foi também a única na Era Aberta do tênis.

Vale ressaltar que, na edição de 1982 em Roland Garros, Cláudia Monteiro foi vice-campeã nas duplas mistas formando parceria com Cássio Motta.

O momento de Stefani e Dabrowski no circuito é excelente. A parceria disputou três torneios preparatórios para o US Open e chegou à final em todos eles, com um título em Montreal, no Canadá, e vice-campeonatos em San Jose e Cincinnati, ambos nos Estados Unidos. Em Nova York, conseguiram três vitórias seguidas, a última de virada, sobre as ucranianas Marta Kostyuk e Dayana Yastremska.

Stefani teve grande parte de sua formação como tenista nos Estados Unidos. Sua família se mudou para o país ainda em 2011 para que ela e o irmão mais velho, Arthur, tivessem mais oportunidades no tênis e pudessem cursar uma universidade norte-americana. Stefani treina até hoje na academia Saddlebrook, na Flórida, mas ela também estudou e jogou o circuito universitário por Pepperdine.

"No Brasil, eu teria talvez uma ou duas meninas para treinar comigo. Então eu fui para os Estados Unidos e via centenas. O nível de competição na academia todos os dias era um choque. Isso fez muita diferença no meu desenvolvimento e no meu estilo de jogo", disse Stefani, em entrevista ao site do US Open. "Na América do Sul em geral, jogamos muito saibro, bem longe da linha de base. Na Europa e nos Estados Unidos, vemos estilos de jogo mais rápidos e mais agressivos. Muitos juvenis sul-americanos sofrem para fazer a transição no circuito. No profissional, você precisa começar a ser agressivo".

Medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio, ao lado de Laura Pigossi, Stefani destaca que a conquista trouxe grande visibilidade para o tênis no país. "É uma loucura a popularidade a medalha olímpica trouxe para o tênis brasileiro. Sempre parece inatingível chegar ao circuito profissional, porque não há muitas jogadoras. Mas Olimpíadas tornaram isso possível e é inspirador fazer parte disso".

Bruno Soares quer o tri

A rica história de Bruno Soares no US Open pode ganhar mais um belo capítulo nesta edição do Slam norte-americano. Bicampeão do torneio em duplas masculinas e dono de outros dois títulos em Nova York nas duplas mistas, o mineiro entra em quadra nesta quinta-feira em mais uma semifinal da competição. Soares e o britânico Jamie Murray enfrentam o australiano John Peers e o eslovaco Filip Polasek, que eliminaram os franceses Pierre-Hugues Herbert e Nicolas Mahut, campeões de 2015 e cabeças 3 do torneio, por 6/2 e 6/3. As parcerias ainda não se enfrentaram nesta temporada do circuito.

Nas quartas, Soares e Murray venceram o espanhol Marcel Granollers e o argentino Horacio Zeballos, campeões recentemente em Cincinnati, por 6/7 (5-7), 6/4 e 6/4 em 2h28 de partida.

Mineiro de 39 anos e número 11 do mundo, Soares faz sua nona semifinal de Grand Slam em duplas masculinas. Seus títulos no US Open foram em 2016 com o próprio Jamie Murray e também no ano passado ao lado do croata Mate Pavic. Já em 2013, ficou com o vice em Nova York ao lado do austríaco Alexander Peya. Soares tenta alcançar sua sexta final de Slam na modalidade.

O US Open é também o primeiro torneio que Bruno Soares disputa desde que foi diagnosticado com apendicite às véspera dos Jogos Olímpicos de Tóquio e não pôde atuar na capital japonesa. O mineiro também acabou ficando de fora dos Masters 1000 de Toronto e Cincinnati no último mês. Vencedor de 34 torneios da ATP, sendo 11 ao lado de Murray, busca a 67ª final da carreira.



Crédito da foto: @bradpenner / @usopen


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