O desenvolvimento do jogador de tênis infanto - 2ª parte

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Por Nittenis News  •  28 de Fevereiro de 2021

Por Haroldo Zwetsck

Nesta segunda parte do artigo, quero falar sobre a relação do técnico com o jogador e a família.

O técnico, professor ou coach deve ter um domínio amplo do meio tenístico a fim de conseguir juntar todas as peças do quebra-cabeça. É fundamental possuir um background e ter boas conexões para que se possa fazer essa construção.

Organizar todas as fases do processo é uma tarefa complexa e exige duas competências primordiais: conhecimento e vivência. O conhecimento é a base de todo o trabalho, que pode ser tanto teórico quanto prático. Já a vivência é estar no dia a dia, passando repetidas vezes pelas mesmas situações.

O conhecimento e a vivência se complementam durante a formação do atleta. Por isso, conhecer cada fase do processo é de extrema importância e gera muita segurança para o jovem e para a os pais. O técnico que reúne essas duas ferramentas proporciona uma expectativa positiva quando demonstra organização, permitindo que todos saibam por quais momentos os atletas e os pais passarão e como deverão se portar.

Uma das áreas do conhecimento que considero de muita importância é a técnica. O desenvolvimento técnico conduzido de forma correta proporcionará ao atleta uma evolução contínua durante o processo, tornando-o mais sólido e fazendo com que o tenista adquira capacidade de executar todos os golpes que o jogo de tênis exige.

Construir armas (golpes) no jogador é uma tarefa árdua e de longo prazo. Ter armas possibilita resolver o maior número de problemas, dando condições de executar golpes eficientes de qualquer lugar. Frequentemente, a construção de armas é interrompida devido aos resultados, geralmente os positivos.

Frequentemente, há desvio no foco do técnico, que passa a apagar incêndio devido a cobrança dos pais ou do meio – nesses momentos, o trabalho de longo prazo fica de lado. É importante, por exemplo, que atletas e pais saibam que acertar a bola na quadra a qualquer custo, somente para não perder, interrompe o processo longo de construção. É claro que acertar é importante, mas tudo tem o momento certo.

A vivência é a experiência que o técnico possui neste tipo de processo e é chave para criar um ambiente seguro e de progressão para o atleta. Demonstrar confiança para os pais também é sua tarefa, construindo um elo de ligação e um pensamento único em prol do jogador.

Essa confiança é conquistada com planejamento, detalhando e preparando para os momentos de tensão, e também com alguns frutos. Poucos são os tenistas que conseguem alcançar muitos resultados.

Assim, conhecimento e vivência são fundamentais no processo de formação do tenista. Esse processo tem poucas variáveis e o técnico, sabendo que as histórias se repetem com frequência, consegue antecipar muitos dos problemas que surgirão, reduzindo o número de momentos de tensão e o desgaste desnecessário.

Contatos com Haroldo Zwetsch: WhatsApp 16-996335454


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