O esporte dos reis (e rainhas)

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Por Nittenis News  •  06 de Maio de 2020

texto ARTUR LOUBACK


Tenho uma filha chamada Serena. Às vezes até minto, dizendo que a escolha do nome foi uma tentativa de transmitir uma personalidade tranquila (o que, por sinal, não deu certo), mas a verdade mesmo é que adoro tênis e consegui convencer minha esposa a homenagear a maior tenista de todos os tempos: Serena Williams.

 

Infelizmente, quando a minha Serena tiver idade para entender porquê o tênis é tão legal, sua xará famosa já terá pendurado a raquete. Também terão se aposentado Federer, Nadal e Djokovic, o trio de deuses do esporte, que eu tenho a dádiva de acompanhar ao vivo pelos últimos anos. Ver astros desse quilate em quadra quase que semanalmente é um privilégio sem precedentes em nenhuma outra modalidade. É como se Marta, Pelé, Messi e Maradona não só tivessem nascido na mesma época, como disputassem os mesmos campeonatos, decidindo títulos um contra o outro todo mês, por muitos anos.

 

Mas o meu interesse pelo tênis vai muito além dos ídolos. E só descobri essa paixão depois de velho, quando ganhei uma raquete da minha esposa e fui fazer uma aula para aprender a usá-la. Até então, tênis pra mim era um negócio enfadonho, tipo aqueles videogames de antigamente, em que uma bolinha cruzava a tela de um lado para o outro por horas a fio, tic, tac, tic, tac... Mas, bastou meia hora de aula para descobrir que o tênis é muito mais complexo e interessante do que isso.

 

É, ao mesmo tempo, uma aula prática de física e um xadrez mental. É força, mas também jeito. É velocidade, mas também habilidade para frear e deslizar. É repetição, mas também improviso. É frieza, mas também explosão. É tensão, mas também elegância. E é, além de tudo, um esporte individual, o que obriga os atletas a ter um pouquinho de todas essas habilidades. Não por acaso, muitos dos maiores atletas da história do esporte – e meus maiores ídolos – são mestres das raquetes.

 

Não sei se meus filhos jogarão tênis ou sequer gostarão de assistir na televisão ou na arquibancada, mas eu gostaria muito que, mesmo se não seguirem a paixão do pai, pelo menos levem com eles para a vida as lições de persistência, disciplina, foco, precisão e controle emocional que o tênis e os grandes tenistas têm me ensinado.Afinal, logo eles vão descobrir que a vida é muito mais do que um simples tic, tac, tic, tac...



                                                                                           

 

Muito mais do que duas raquetes e uma bolinha

Três razões para passar a gostar de tênis (e, quem sabe, começar a jogar)

 

AULA DE FÍSICA DIVERTIDA

Engana-se quem pensa que basta bater forte na bolinha. Tênis é física pura, a começar pela quantidade de giros (ou spin, na linguagem das quadras) que se aplica com a raquete à bola. Girando mais, ela quica mais alto e ganha efeito, complicando a vida do adversário. 

 

QUE VENÇA O MELHOR

Futebol é emocionante por ser uma caixinha de surpresas, mas vamos combinar: é chato ver um time jogar pior e, em um golpe de sorte, ganhar o jogo. No tênis, como são muitos pontos em disputa, ganha quem tem mais técnica, controle emocional e treinou mais.

 

TEM PRA TODO MUNDO

Apesar de ser um esporte relativamente caro – afinal, precisa de uma raquete e no máximo quatro atletas em quadra –, tênis é um esporte democrático: dá para jogar até a cabeça ficar bem branquinha e envolver diferentes idades e gêneros na mesma partida.


Artur Louback é Diretor de Operações da Mol Editora e publicou este texto na revista Sorria. A nosso pedido autorizou a sua divulgação no site e nas redes sociais da Nittenis


A revista Sorria é comercializada nas farmácias da rede Droga Raia e todo o lucro obtido é doado para a GRAACC  combatendo e vencendo o câncer infantil e para mais 10 projetos sociais que trabalham pela saúde


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