O que era redenção, virou decepção

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Por David Mijalchik  •  24 de Fevereiro de 2019
Foto por Gustavo Werneck

Thomaz Bellucci pediu à torcida um "clima de Copa Davis" para a final de duplas do Rio Open. E o público correspondeu: pulou, cantou e apoiou até o fim na Quadra Guga Kuerten. Mas a dupla brasileira não conquistou o título, que ficou com o argentino Máximo Gonzalez e o chileno Nicolás Jarry.

No primeiro set, os paulistas corresponderam à expectativa dos torcedores presentes. Após 12 games sem quebras, venceram o tie-break por 7-3 e levantaram ainda mais o público.

Já no segundo, logo no início, os adversários conseguiram quebrar o serviço de Thomaz. Firmes nos games de saque, fecharam em 6/3 e ficou tudo pro match tie-break.

A torcida, que não parava de cantar por um segundo, aumentou o volume para apoiar a dupla da casa. O super tie-break estava duríssimo. Ninguém abria vantagem, até que Bellucci foi sacar em 7-8.

Por um breve instante, silêncio total para o serviço. E o momento mais decepcionante do Rio Open estava prestes a acontecer. Thomaz Bellucci errou quatro saques seguidos, fez duas dupla faltas e o que era redenção para alguém que sofreu tantas derrotas difíceis, virou decepção.

"O saque tem me incomodado no último ano. É uma das coisas que mais tenho trabalhado e espero que melhore. Não saquei bem essa semana, nos dois últimos pontos deveria ter colocado em quadra. Mas, com certeza, estávamos mais nervosos do que eles por jogar em casa. Tem mais pressão e é sempre mais difícil jogar sem confiança num golpe", disse o ex-21 do mundo.

Ele também confessou que, com o estádio lotado, sentiu um "nervosismo a mais para fechar o jogo", mas elogiou a festa da arquibancada: "O clima de Copa Davis foi incrível. A torcida gritando 'Brasil, Brasil', foi demais essa atmosfera. Para nós é super motivante".

Perguntado sobre a influência do fator mental nos resultados negativos, Bellucci respondeu: "Não acho que foi determinante para eu fazer um ano ruim. Não perdi todos os jogos por isso. Talvez, uma parte deles, mas não só por isso, é sempre uma soma de fatores".


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