Principal favorito passa por Clezar

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Por Raphael Favilla  •  01 de Março de 2018

Cabeça de chave 1 do Brasil Open, Albert Ramos Viñolas iniciou sua campanha com uma vitória sem sustos diante do gaúcho Guilherme Clezar, por 6/3 e 6/4, nesta quinta-feira, no Ginásio do Ibirapuera. O espanhol é o atual vice-campeão do torneio mais tradicional do país.

“Nunca é fácil começar um torneio. Nunca é cômodo. Todos os jogos são muito difíceis, e a partida de hoje começou equilibrada. Depois fui me encontrando na quadra e, com a melhora do meu saque, acho que consegui fazer um grande jogo. Estou treinando há muitos dias aqui”, afirmou o número 22 do mundo.

Ramos Viñolas jogará as quartas de final contra o chileno Nicolas Jarry, que passou por mais um jogo duro, agora contra o argentino Guido Pella, por 6/7(2), 6/4 e 7/6(2). “É um jogador com um grande saque, que bate no máximo três bolas, sem muito ritmo. Tem os braços largos. Joga o típico tênis do futuro. Será uma partida complicada, mas seguirei lutando”, acrescentou o favorito.

Clezar, que venceu seu primeiro jogo em nível ATP na primeira rodada, ficou satisfeito com seu desempenho contra Ramos. “Os momentos de break-points foram mais mérito dele do que falha minha. O crucial do jogo foi que no 4/3 do primeiro set trocou a bola e perdi o toss no segundo saque, acabei fazendo duas duplas-faltas. Acabou escapando o set. No segundo, ele conseguiu a quebra e foi difícil de voltar, porque ele estava sacando muito bem”, analisou.

Segundo a ATP, Clezar igualou a segunda marca entre tenistas em atividade de partidas disputadas em chaves principais de ATP até vencer a primeira. O gaúcho triunfou na 13ª, assim como o italiano Marco Cecchinato em 2016. O alemão Maximilian Marterer é o recordista, levando a melhor apenas na 14ª partida que fez no circuito principal.

“Acho que eu fiz bons jogos aqui no geral. Não vi hoje um jogo de tamanha diferença técnica. Foi um jogo parelho, apesar de eu ter perdido. Quero levar esta confiança para os próximos torneios. Saber que ainda posso tirar um pouco de mim, que eu posso seguir um pouco mais adiante”, concluiu Clezar.

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