Rio Open: "o melhor de todos"

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Por Sylvio Bastos  •  28 de Fevereiro de 2017

E chega ao fim mais um Rio Open, a quarta edição, a “melhor de todas” como definiu a ATP na sua avaliação. Como em tudo na vida, a excelência vem com a maturidade, e assim foi também dentro da quadra com Dominc Thiem, depois de uma semi no ano passado, um título até certo ponto tranquilo em 2017.

Thiem não perdeu nenhum set nos cinco jogos que venceu no Rio e, diferente do ano passado, ficou só na chave de simples. Em 2016 a dupla jogada até tarde da noite seguramente afetou o desempenho na semi do dia seguinte contra Guido Pella. Mesmo tendo tido alguns pequenos deslizes ao longo da semana, em nenhum momento o austríaco foi efetivamente ameaçado. Foi sólido e muito consistente em todos os jogos, além de ter sacado muito bem, e sobrou no físico. Como o próprio Thiem afirmou, começar o ano com um título de ATP 500 no saibro pode dar confiança para toda a temporada. Conquistas maiores dependem de um conjunto de fatores, onde até a sorte pode entrar, mas a demonstração de paciência para construir os pontos e chegar na definição realmente comprovaram que a maturidade tática está no caminho certo.

Na verdade, fico muito tranquilo e à vontade para falar de Dominic Thiem. Em 2014, o vi treinando no Crandon Park, em Miami. Chamou minha atenção pelos golpes, pela variação e também a versatilidade, já deixando claro que poderia ser um futuro número um do mundo. Nesse mesmo ano comentei sua primeira final de ATP 250 em Kitzbuhel, quando perdeu para David Goffin. Em 2015 veio o primeiro título em Nice e na sequência comentei a vitória em Umag. Desde então, o crescimento tem sido impressionante, mas muito calculado e altamente trabalhado. Além disso, o envolvimento e harmonia com seu time fazem um ambiente muito positivo. Acredito plenamente que se tornar número um do ranking é uma questão de tempo.

Voltando para o Rio Open, o evento fluiu de forma muito tranquila, principalmente depois do ano passado, com chuva em seis dos sete dias. Isso definitivamente amadureceu toda a equipe que trabalha por trás. Ficou muito claro que o formato funciona muito bem dentro do Jockey, espaços vazios na arquibancada acontecem em todos os lugares do mundo, mas quem esteve lá dentro sabe que estava bem cheio. Não tem como obrigar as pessoas a subirem para quadra, quando elas preferem aproveitar o lado de fora e assistir nos telões. Apenas uma detalhe no domingo da final: os portões foram abertos às 16 horas, mesmo horário do belo show de Rodrigo Santos. A fila formada do lado de fora ficou gigantesca, impedindo que a maioria das pessoas pudesse aproveitar o show, que foi muito bom. Aliás, a ideia dos shows foi genial!

Norueguês Casper Ruud, revelação de apenas 18 anos, vice-campeão do Rio Open 2017
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