Sylvio Bastos: Next Gen mostrando sua cara

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Por Sylvio Bastos  •  06 de Agosto de 2018

O ano de 2018 tem sido marcado por bons resultados dos novos jogadores, que fazem parte da “Next Gen”, como foi denominada essa nova geração pela ATP. Desde a temporada de saibro, como também depois nos torneios da grama, os resultados têm sido muito bons, mas de forma isolada, sempre com um ou outro jogador conseguindo se destacar. Acredito que no saibro, ainda vai demorar um pouco mais, em função da forma como os pontos são jogados, além da paciência que que se precisa ter, pra se jogar nesse piso. Já na grama, talvez o piso mais complexo de todos, ainda falta um pouco do entendimento por essa nova geração.

Já no ATP 500 de Washington, jogado em piso duro, ficou muito claro o quanto esse tipo de superfície se adapta à esses novos jogadores, todos muito físicos, além de gerarem velocidade e potência com muita habilidade. Nas semifinais, quatro jogadores com menos de vinte e um anos.

Zverev com 21 anos e nº 3 do mundo, já deixou de ser uma promessa faz tempo, já Rublev com 20, Tsitsipas e De Minaur com 19, também vem mostrando um amadurecimento bem grande nos últimos meses. Mesmo que os caminhos sejam um pouco diferentes, fica muito claro que as metas e objetivos são os mesmos.

Depois desse ATP de Washington, ficou muito claro que o que separa esses meninos, além de vários outros da mesma idade, é a versatilidade para jogar em pisos diferentes. Para se chegar ao Top 10, como Zverev já chegou, é preciso ter resultados em todos os pisos, ao longo de todo o ano e, não apenas resultados isolados. Além dessa adaptação, também o físico para suportar toda uma longa temporada, assim como a maturidade para aguentar as pressões comuns dentro de uma quadra. Independente do tempo que isso vá levar, esses meninos são a certeza de tênis de alto nível por muitos e muitos anos.

por Sylvio Bastos

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